Ano 22

Helena Ramos

*10 de março de 1953 - Cerqueira Cesar - SP


Helena Ramos é uma das maiores musas da Boca Lixo, pólo de produção de dramas e comédias eróticas que reinaram no cinema nacional nos anos 1970, lotavam as salas de cinema e desagradavam a crítica da época. A atriz tem a marca fabulosa de 39 filmes em apenas 10 anos de carreira, sendo que foi dirigida pelos maiores expoentes do gênero, como Jean Garrett, Ody Fraga, Fauzi Mansur, Silvio de Abreu e David Cardoso. É também uma das belas do cinema de  Walter Hugo Khouri.

As cangaceiras eróticas foi o filme de estreia de Helena Ramos, em 1974, e no mesmo ano participou de mais três trabalhos. Até 1984 - data até agora de seu último filme, Volúpia de mulher - a atriz construiu uma carreira ininterrupta, chegando a filmar uma média de cinco títulos por ano. Antes de ser atriz, Helena Ramos foi uma das telemoças do Programa Sílvio Santos. O curioso, é que ela era muito tímida, pois foi educada em colégio de freiras, e por isso teve dificuldade com a nudez em seus primeiros filmes. A atriz tem poucas incursões na televisão, os destaques fica por conta da personagem  Lucilene em Guerra do sexos (1983), de Sílvio de Abreu, e a Cleusa deMeus filhos, minha vida (1984), de Ismael Fernandes, Henrique Lobo e Crayton Sarzi.

Uma das particularidades de Helena Ramos, e que a destacou no gênero pornochanchada, era o contraste entre o rosto ingênuo e a voz de criança com o corpo escultural e o apelo sexual amplamente utilizado nos filmes. Alguns de seus maiores momentos nas telas foram em Mulher mulher, Iracema, a virgem dos lábios de mel, A mulher sensual, e, sobretudo, Mulher objeto, clássico dirigido pelo novelista Silvio de Abreu.


Filmografia

As cangaceiras eróticas, 1974, Roberto Mauro
Pensionato de mulheres, 1974, Clery Cunha
O clube das infiéis, 1974, Cláudio Cunha
Os pilantras da noite, 1975, Tony Vieira
Lucíola, o anjo pecador, 1975, Alfredo Sternheim
Kung fu contra as bonecas, 1975, Adriano Stuart
A ilha do desejo, 1975, Jean Garrett
Bacalhau, 1975, Adriano Stuart
Sabendo usar não vai faltar, 1976, Sidneu Paiva Lopes, Francisco Ramalho Jr e Adriano Stuart
Quem é o pai da criança?, 1976, Ody Fraga
Possuída pelo pecado, 1976, Jean Garrett
O mulherengo, 1976, Fauzi Mansur
A ilha das cangaceiras virgens, 1976, Roberto Mauro
Guerra é guerra, episódio Poderoso cifrão, 1976, Alfredo Palácios
Dezenove mulheres e um homem, 1977, David Cardoso
Inferno carnal, 1977, José Mojica Marins
Roberta, a gueixa do sexo, 1978, Raffaele Rossi
A noite dos duros, 1978, Adriano Stuart
Por um corpo de mulher, 1979, Hércules Breseghelo
Patty, a mulher proibida, 1979, Luiz Gonzaga dos Santos
Mulher, mulher, 1979, Jean Garrett
Iracema, a virgem dos lábios de mel, 1979, Carlos Coimbra
Diário de uma prostituta, 1979, Edward Freund
Bem-dotado, o homem de itu, 1979, José Miziara
O inseto do amor, 1980, Fauzi Mansur
Palácio de vênus, 1980, Ody Fraga
As intimidades de analu e fernanda, 1980, José Miziara
Os indecentes, 1980, Antonio Meliande
Convite ao prazer, 1980, Walter Hugo Khouri
A mulher sensual, 1981, Antonio Calmon
Violência na carne, 1981, Alfredo Sternheim
Mulher objeto, 1981, Sílvio de Abreu
O sequestro, 1981, Victor di Mello
Me deixa de quatro, 1981, Fauzi Mansur
Crazy – um dia muito louco, 1981, Victor Lima
Corpo e alma de uma mulher, 1983, David Cardoso
Volúpia de mulher, 1984, de John Doo

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.