Ano 17

CUIR - Filme e Experimento - América Latina

Começou no dia 7, segunda, e vai até o dia 20 de junho a mostra "CUIR - Filme e Experimento - América Latina". Totalmente gratuita e realizada no formato virtual, devido à pandemia da Covid-19, a CUIR apresentará 42 produções e uma série de debates, em uma programação formada por obras do cinema independente e das artes visuais, em versões em português e em espanhol..
 
Segundo os realizadores, a CUIR “apresenta visões artísticas da dissidência sexual e de gênero no subcontinente sul expressas em criações audiovisuais assinadas por artistas nascidos no Brasil e em outros seis países da América Latina: Chile, México, Colômbia, Argentina, Cuba e Uruguai”. A produção é da proponente Ana Carolina Antunes e, a curadoria, do pesquisador e programador de cinema Luís Fernando Moura. 
 
Nas telas virtuais, produções artísticas em formatos diversos: ficção, ensaio,  performance, videoarte e videoclipe, em sua maioria de curta duração. Há, ainda, a presença de uma curadora convidada, a cubana Maria Nela Lebeque Hay, que traz intercâmbio entre filmes em curta-metragem caribenhos e uruguaios.
 
Obras brasileiras
 
Do Brasil, a CUIR vai apresentar trabalhos de cinco estados: Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e  Minas Gerais. 
 
Entre os destaques, de Minas o coletivo As Talavistas (Marli Ferreira, Pink Molotov, Cafézin e Darlene Valentim) e a realizadora, montadora e atriz Gabriela apresentam o média-metragem Sessão bruta. De Pernambuco,  o coletivo Surto & Deslumbramento (André Antônio, Chico Lacerda, Fábio Ramalho e Rodrigo Almeida) vem com um programa composto com filmes antigos e recentes, incluindo a estreia do curta O nascimento de Helena, dirigido por Rodrigo Almeida.  Do Rio de Janeiro, a produtora Anarca Filmes apresenta a peça interativa “Usina-Desejo contra a Indústria do Medo”


O conceito da Mostra CUIR, segundo os realizadores:

Cuir/Queer
 
Nos últimos anos, o termo "cuir" passou a aparecer com frequência em trabalhos acadêmicos, nos circuitos das artes e entre a militância LGBTIQ+ na América Latina, e sensivelmente no Brasil. Em diferença ao termo "queer", a noção designa experiências de dissidência sexual e de gênero no subcontinente sul, em contraste com a perspectiva eurocentrada, e intimamente relacionadas a questões raciais e de classe, bem como aos efeitos da colonização ibérica. Ao mesmo tempo, nota-se uma expansão emergente de redes artísticas, das mais diversas escalas e naturezas, em que obras de artistas latino-americanas e latino-americanos põem em evidência as vivências dessas comunidades e seus pontos de vista; obras de importância política reparadora e inventiva, e que muitas vezes inauguram caminhos disruptivos, surpreendentes e originais também para as linguagens das artes.

A CUIR retoma e propõe caminhos para mapear esses sentidos artísticos, reunindo artistas e coletivos que ocupam ora os centros, ora as bordas desses circuitos, de partida periféricos, novos ou limítrofes. A fronteira das identidades se converte em maneiras de perceber, aparecer e realizar. Cada uma destas obras, muitas vezes tão distintas entre si, carrega traços particulares de radicalidade na abordagem da criação de imagens. Filme a filme, o emblema do "cuir" se dobra sobre si mesmo, como se, mais do que conter uma ou outra filmografia, oferecida a uma insígnia, ativasse ou articulasse processos de limitrofia para além daquilo que pode nomear.

 
Programação brasileira:
 
Residir e celebrar na borda do pavio
artista/coletivo convidado: As Talavistas & Gabriela Luíza (Brasil)
artista/coletivo indicado: Jô Arllen, Tiago Mata Machado, Joacélio Batista e Duca Caldeira (Brasil)
“Pietà”, dir. Pink Molotov, MG, 2020, 5’
“Sessão bruta”, dir. As Talavistas & Gabriela Luíza, MG, 2021
“Jovid-19”, dir. Jô Arllen, MG, 2020, 2’
“Os residentes”, dir. Tiago Mata Machado, MG, 2010, 133’
“O manual da zueira sem noção”, dir. Joacélio Batista, MG, 2020, 16’
“Clandestyna”, dir. Duca Caldeira, RJ, 2019, 22’
 

Tecnologias de exploração: aspirador de pó, luva, cardume
artista/coletivo indicado: Marissa Lobo (Brasil (BA)/Áustria), Ani Ganzala Lorde (Brasil -BA), Jeisiekê de Lundu (Brasil -BA)
“Flutu-ação”, dir. Marissa Lobo, Ani Ganzala Lorde, Jeisiekê de Lundu, Brasil (BA)/Áustria, 2021, 07’41”
 
Cinema se expande a cada fim de festa
artista/coletivo convidado: Surto & Deslumbramento (Brasil)
artista/coletivo indicado: Anarca Filmes (Brasil)
“Mama”, dir. André Antônio, Brasil (PE), 2012, 21’
“Cadê meu dorflex #2 – O sonho de ouro”, dir. Surto & Deslumbramento, Brasil (PE), 2015, 8'
“O nascimento de Helena”, dir.Rodrigo Almeida, Brasil (PE/RN), 2021, 11'
“AFETADAS”, dir. JEAN, Brasil (PE), 2021, 20
“Usina-Desejo contra a Indústria do Medo”, dir. Anarca Filmes, Brasil (RJ), 2021, duração variada
 
 
Corpos-árvore nascem de costas
artista/coletivo convidado: Uýra Sodoma (Brasil)
artista/coletivo indicado: Keila Serruya Sankofa (Brasil)
“Manaus, uma cidade na Aldeia”, dir. Uýra Sodoma, Brasil (AM), 2020, 6'
“SEM NOME / SEM (cem) MORTOS”, dir. Keila Serruya Sankofa, Brasil (AM), 2019, 3'
“Keila Serruya Sankofa”, dir. Ancestralidade de terra e planta, Brasil (AM), 2018-2021, 5'
Programa com legendagem descritiva para pessoas com deficiência auditiva


Foto: “Jovid-19”, dir. Jô Arllen, MG.

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CUIR – FILME E EXPERIMENTO – AMÉRICA LATINA 
07 a 20 de junho de 2021
Programação completa e exibição on-line | cuirfil.me | gratuita

Plataforma: cuirfilm.me
Instagram: @cuirfilme 
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCEOkqTHrlf2k6nIZaXLKedw

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Sala 
 Betty Faria
Com amor profundo pelo cinema, premiada em vários festivais no Brasil e no exterior