Ano 20

Kika Lopes

*Portugal

Foto: Fonte Filme B - Quem é Quem - crédito: João Gaudenzi
Foto: Fonte Filme B - Quem é Quem - crédito: João Gaudenzi
Kika Lopes é nome de destaque como figurinista no cinema brasileiro. 

Nascida em Portugal, começou sua carreira de figurinista no cinema brasileiro em grande estilo com Julio Bressane na bela adaptação que o cineasta fez do livro de Machado de Assis em Brás cubas, em 1985.

Na mesma época é assistente de figurino em O homem da capa preta (1986), de Sérgio Resende. A partir daí, faz importante parceria com o cineasta, assinando o figurino de outros filmes dirigidos por ele: Mauá – o imperador e o rei (1999); Quase nada (2000); e Zuzu angel (2006).

Zuzu angel demandou grande pesquisa de Kika Lopes para compor todo o figurino do filme. A produção não utilizou nada do acervo da família da estilista mineira - as peças dos figurinos foram formados a partir de réplicas e releituras do estilo de Zuzu.

Como se sabe, Zuzu Angel foi uma estilista de projeção internacional, mãe do jovem Stuart, assassinado pela ditadura militar – depois de incansável peregrinação para encontrar o corpo do filho, a própria Zuzu também é assassinada pela ditadura. No filme de Sérgio Resende, mãe e filho são interpretados, respectivamente, por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. 

Kika Lopes assinou figurinos para muitos filmes do Cinema da Retomada. Entre eles estão: Outras estórias (1999), de Pedro Bial; Amores possíveis (2001), de Sandra Werneck; Viva sapato (2001), de Luiz Carlos Lacerda; Apolônio Brasil, campeão da alegria (2003), de Hugo Carvana; A máquina (2005) e Fica comigo esta noite (2006) – ambos de João Falcão; 

O vestido (20030), de Paulo Thiago; Veneno da madrugada (2004), de Ruy Guerra; Concerto campestre (2005); de Henrique Freitas Lima; Sem controle (2007), de Cris D´Amato; Juventude (2008), de Domingos de Oliveira; Budapeste (2009), de Walter Carvalho; Sonhos roubados (2009), de Sandra Werneck; e O palhaço (2001), de Selton Mello são outras produções em que trabalhou

Também em sua carreira produziu obras como diretora.

Um desses trabalhos é o curta Nos tempos do cinematógrafo, em 1996, com Giulia Gam, Emilio de Mello e Guilherme Karan. Outro foi um vídeo sobre o Grupo Galpão. 

Kika Lopes tem atuação marcante também no teatro - para o Galpão, assinou o figurino de O inspetor geral (direção de Paulo José) e a cenografia, ao lado de Paulo José e Máximo Soalheiro; e o figurino de Um homem é um homem (direção de Paulo José).

Esta parceria desaguou no audiovisual. Kika Lopes e André Amparo dirigiram o vídeo Grupo galpão, em 2006, que conta a trajetória deste premiado grupo de teatro mineiro, com repercussão nacional e internacional.

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Cineasta de assinatura personalíssima e de filmografia inquietante.
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Pioneira no cinema: atriz, cineasta, produtora, roteirista e dona de estúdio.